Entendendo a não-monogamia

Uuuuu… relação não-monogâmica. Por onde começar?


De uns tempos pra cá, estamos abraçando cada vez mais as particularidades da sexualidade e preferências sexuais — tanto as nossas quanto as dos outros —, como também estamos vendo mais casais se permitindo viverem relações poliamorosas. Você tem notado?


De acordo com o artigo The puzzle of monogamous marriage, 85% das sociedades humanas antigas permitiram a poligamia — ou o poliamor. 


Embora o conceito de soulmates ainda seja muito real para a maioria das pessoas, pesquisadores relatam certa dificuldade de entender como a monogamia começou. 


Existem diferentes teorias sobre quando e porque ela surgiu, mas todos e todas concordam em um ponto: nossas relações amorosas não iniciaram assim. 


Alguns cientistas acreditam que se relacionar com uma única pessoa se tornou uma vantagem evolutiva porque diminuiu a disseminação das DSTs, enquanto alguns antropólogos acreditam que a monogamia surgiu na mesma época que a agricultura, tanto para aumentar a riqueza quanto para proteger a prole. Outros falam que ela está ligada à ascensão da democracia e da civilização moderna.


Considerando tudo isso, é normal se questionar em algum momento da vida se a monogamia, de fato, é o único caminho a ser seguido. 


Se você está pensando em dar uma chance à não-monogamia é preciso se entender, discutir questões, estabelecer limites e negociar acordos, uma vez que relacionamentos poliamorosos requerem muuuuita comunicação e sinceridade.


A seguir, vamos mergulhar em sugestões acolhedoras de como viver relacionamentos não-monogâmicos saudáveis e prazerosos. Vem com a gente? 


Entenda de onde vem a sua motivação


O primeiro passo é ter uma conversa sincera e profunda consigo mesmo sobre o que te motiva a viver uma relação não-monogâmica. 


Levante o questionamento se isso é para preencher algum tipo de vazio emocional no seu relacionamento atual, ou dentro de você, se a resposta for "sim" esse caminho pode ser pouco saudável.


Liste seus desejos, vontades, aspirações, medos e foque no que você acredita. Com essa clareza acerca de si e das motivações, fica mais fácil dialogar com o seu parceiro ou parceira.


Um fator que contribui para que o relacionamento aberto seja bem-sucedido e gostoooso é quando ambas as partes se sentem confortáveis ​​e conhecem suas próprias necessidades. 


Converse abertamente sobre o assunto


Compartilhe suas reflexões e escolhas com seu parceiro ou parceira sem receios. Comece destacando o que cada um de vocês esperam obter de um possível relacionamento não-monogâmico — em vez do que é proibido — deixando espaço para acordos acontecerem. 


É legal ter em mente que a monogamia ainda é a norma na nossa sociedade, por isso é natural que as pessoas sigam esse padrão quando iniciam relacionamentos e tenham uma certa resistência daquilo que foge disso.


Portanto, é fundamental falar sobre a forma que você quer se relacionar para entender se existe encaixe com o outro.


Fure a bolha e busque referências 


Huuummn… já reparou que todos nós conhecemos casais monogâmicos, mas nem todos conhecem pessoas que escolheram viver a não-monogamia? 


Sem referenciais, fica mais desafiador visualizar esse tipo de relação funcionando na prática. Por isso, converse com pessoas que vivem ou já viveram relacionamentos poliamorosos, leia livros, assista séries e mergulhe nesse universo. 


Quanto mais informação, mais ferramentas você terá para desenvolver seu jeito próprio de se relacionar com o outro. 


E, se você quiser abordar a possibilidade de um relacionamento aberto com seu parceiro ou parceira, uma ótima maneira de abrir o diálogo é falar que você leu um artigo sobre não-monogamia como esse aqui.


Fontes: Maude, BBC, The NYT.


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